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SAL e Hipetensão Arterial

terça-feira, 9 de julho de 2013

Fonte mdsaude
O nosso famoso sal de cozinha é composto basicamente de cloreto de sódio (NaCl). É o principal vilão da hipertensão arterial. O problema não é exatamente o sal, mas sim o sódio presente nele. Entenda por que o sal aumenta a pressão arterial e faz mal à saúde.
Praticamente todos os meus pacientes, quando eu peço para reduzir o consumo, afirmam já comer pouco sal. 99% estão enganados. Se você vive no mundo ocidental e consome queijos, molho de tomate, comida congelada, come em restaurantes, consome fast food, biscoitos, comida enlatada e muitos outros alimentos facilmente encontrados nos supermercados, você tem uma dieta hiper sódica (excesso de sal). Você apenas não sabe disso porque seu paladar está adaptado a altas concentrações de sódio.
A quantidade máxima de sódio recomendada é de 2,4 gramas por dia, o equivalente a 6 gramas de sal. Para se ter uma ideia, aquele saquinho de sal, branco e quadradinho que existe em todo restaurante possui 1g de sal. Pacientes hipertensos, cirróticos, insuficientes renais crônicos ou com insuficiência cardíaca devem consumir menos de 1,5 grama de sódio/dia. A população ocidental consome em média de 9 a 15g de sal por dia.
Os efeitos do sal são diferentes em cada indivíduo, mas alguns grupos apresentam maior sensibilidade: negros, obesos e doentes renais crônicos.

http://cs.i.uol.com.br/cienciaesaude/2011/05/04/sal-sodio-1304554582452_300x230.jpg

Além de provocar hipertensão, o sal também atrapalha o seu tratamento ao inativar alguns anti-hipertensivos. Isso acontece principalmente na família dos diuréticos e dos IECA (captopril e enalapril são os mais famosos).As populações que apresentam baixa ingestão de sódio praticamente não apresentam casos de hipertensão. Nossa dieta contém muito mais sódio do que o necessário. Temos um paladar que foi acostumado a grandes quantidades de sal desde a infância que não notamos o quanto nossa comida é salgada.
Além das consequências da hipertensão, o excesso de sódio também está relacionado a:
- AVC (derrames)
- Insuficiência renal
- Insuficiência cardíaca
- Câncer de estômago
- Pedras nos rins
- Diabetes
- Asma
- Osteoporose
Devido aos problemas do sódio, o chamado sal light, composto por cloreto de potássio (Kcl), vem ganhando adeptos. O nome light não é bom e causa confusão, pois o termo normalmente é dado a alimentos de baixo valor calórico. Na verdade o sal light, não é cloreto de potássio puro, ele é uma mistura com cloreto de sódio, porque o gosto do potássio é muito azedo.
Trabalhos científicos mostram que uma maior ingestão de potássio, ao contrário do sódio, protege contra a hipertensão. Alimentos industrializados costumam ser ricos em sódio e pobres em potássio, enquanto que nas frutas e nos vegetais ocorre o oposto.
Mas existe um risco. O potássio em grandes quantidades pode ser letal. Tanto que nos países com pena de morte, o medicamento usado nas injeções letais é o próprio cloreto de potássio, obviamente em quantidades muito elevadas.
Em geral quem controla as concentrações de potássio no nosso sangue são os rins. Se ingerirmos mais potássio que o necessário, o excesso sai na urina. O problema são os pacientes com doenças renais, que não conseguem controlar bem o potássio sanguíneo. Nesses, o KCl é contra-indicado. Pessoas com boa função dos rins não correm risco.
Como a hipertensão é causa de insuficiência renal, assim como, a insuficiência renal leva a hipertensão, não é incomum encontrarmos pacientes com as duas patologias ao mesmo tempo. Por isso, se você é hipertenso ou apresenta fator de risco para doença renal, dose sua creatinina antes de tomar suplementos que contenham potássio.
O ideal é cortar o sal da dieta, ingerir menos de 6 gramas por dia e associar a uma alimentação rica em frutas e verduras. O sal light faz menos mal que o sal comum, mas ainda contém, mesmo que em menor quantidade, cloreto de sódio. O mais importante é uma reeducação do paladar para não sentir tanta falta do sabor salgado.

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Infecção Urinária

domingo, 7 de julho de 2013

Fonte mdsaude
A infecção urinária é um termo amplo usado para descrever a infecção de alguma estrutura do sistema urinário. A infecção urinária pode acometer rins, bexiga ou uretra e é geralmente causada por uma bactéria.
  • Quando a infecção acomete os rins, o paciente apresenta um quadro chamado pielonefrite.
  • Quando a infecção acomete a bexiga, o paciente apresenta um quadro chamado cistite.
  • Quando a infecção acomete a uretra, o paciente apresenta um quadro chamado uretrite 

Sintomas da infecção urinária

Sintomas da infecção urinária 1# – Dor para urinar (disúria)

Infecção urinária

Infecção urinária
A dor para urinar, chamada de disúria, é talvez o sintoma de infecção urinária mais comum. A disúria é um termo que engloba diferentes queixas durante a micção, como dor, ardência, queimação, incômodo ou sensação de peso na bexiga. A disúria é um sintoma muito comum na cistite e na uretrite, podendo ocorrer eventualmente na pielonefrite.
A disúria é causada pela irritação da bexiga e da uretra causada pela infecção.
Temos um texto específico sobre disúria e suas causas: DISÚRIA | DOR AO URINAR
Sintomas da infecção urinária 2# – Sangue na urina (hematúria)
A presença de sangue na urina é chamada de hematúria. Sangue na urina é o sinal de infecção urinária que mais assusta os pacientes, mas geralmente não é um sinal de gravidade. A hematúria pode ser macroscópica quando é facilmente notada na urina, ou microscópica quando só é detectada através de exames laboratoriais.
É hematúria é um sintoma comum na cistite, também podendo surgir na pielonefrite ou na uretrite. Assim como a disúria, a presença de sangue surge pela irritação da bexiga e da uretra.
Sintomas da infecção urinária 3# – Febre
Quando se pensa em infecção, a febre é sempre um dos sinais que  vêm à mente. Na infecção urinária, entretanto, a febre só costuma surgir nos casos de pielonefrite. Cistite não costuma causar febre, quando o faz, geralmente é abaixo dos 38ºC. A febre também não é comum na uretrite, exceto nos casos mais graves, onde há disseminação da bactéria para a corrente sanguínea.
Na pielonefrite a febre costuma ser alta, maior que 38ºC, e é frequentemente acompanhada de calafrios. A febre alta é o sinal que costuma diferenciar a pielonefrite das outras causas de infecção urinária.
Sintomas da infecção urinária 4# – Vontade constante de urinar
Sentir necessidade de urinar a toda hora também é um sintoma comum da cistite e recebe o nome de polaciúria. O paciente sente vontade urinar com frequência, porém o volume de urina a cada micção é pequeno. Muitas vezes há uma sensação de esvaziamento incompleto da bexiga; sente-se que ainda há urina  mas ela simplesmente não sai. Na verdade, a bexiga está vazia, mas como encontra-se irritada, o paciente tem a falsa impressão de que precisa urinar.
Além da vontade constante de urinar, o paciente pode ter dificuldade em segurar a urina. A vontade de urinar surge mas o indivíduo não consegue chegar a tempo ao banheiro, perdendo urina involuntariamente.
Sintomas da infecção urinária 5# – Corrimento uretral
A saída de pus pela uretra é um sinal típico das uretrites, sendo quase sempre causada por uma doença sexualmente transmissível O corrimento uretral vem frequentemente acompanhado de disúria.
Tanto a cistite quanto a pielonefrite não provocam corrimento uretral, este é um sintoma típico de infecção da uretra.
Sintomas da infecção urinária 6# – Náuseas e vômitos
Náuseas e vômitos são sintomas comuns na pielonefrite e costumam aparecer junto com a febre. A cistite pode causar um mal estar, mas não costuma provocar vômitos. A perda do apetite também é frequente na pielonefrite. Assim como a febre, náuseas e vômitos só costumam surgir nas uretrites em casos de doença mais avançada.
Sintomas da infecção urinária 7# – Dor lombar
A dor lombar, geralmente mais intensa de um lado, é outro sintoma comum da pielonefrite. Na verdade, são poucas as doenças que fazem o rim doer; a pielonefrite é uma delas. A cistite também pode causar uma leve dor lombar, mas é habitualmente bem menos intensa que na pielonefrite.
Resumindo os sintomas de infecção do trato urinário e sua origem:

Principais sintomas da cistite:

  • Ardência, dor ou desconforto para urinar.
  • Sangue na urina.
  • Vontade constante de urinar, mesmo com a bexiga vazia (ou quase vazia).
  • Sensação de peso na bexiga.
  • Urgência urinária (não conseguir segurar a urina até chegar ao banheiro).

Principais sintomas da pielonefrite:

  • Febre alta.
  • Calafrios.
  • Náuseas e vômitos.
  • Dor lombar.
  • Prostração.
  • Desorientação (mais comum nos idosos).
  • Sangue na urina.

Principais sintomas da uretrite:

  • Corrimento purulento pela uretra.
  • Ardência para urinar.
  • Sangue no sémen.
  • Incômodo nos órgãos genitais.
  • Dor durante o sexo.
  • Sangue na urina.

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ESTATINAS - Remédios para colesterol alto

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Fonte mdsaude
As estatinas são atualmente os medicamentos mais usados para tratar o colesterol alto. As estatinas existentes no mercado são: Sinvastatina, Atorvastatina, Pravastatina, Rosuvastatina, Lovastatina, Fluvastatina e Pitavastatina.
O que são as estatinas?
A nossa taxa de colesterol sanguíneo tem duas origens: dieta e produção pelo fígado. As pessoas com colesterol alto podem tê-lo devido a uma dieta rica em gordura ou porque seu fígado produz mais colesterol do que o necessário.
As estatinas são cientificamente chamadas como inibidores da enzima HMG-CoA redutase. A HMG-CoA redutase é uma das enzimas do fígado responsáveis pela produção de colesterol. Dependendo da dose e do tipo de estatina usada, a redução do colesterol LDL (colesterol ruim) pode ser superior a 60%. As estatinas não são as únicas drogas disponíveis no mercado para tratar o colesterol alto, porém, são as que apresentam os melhores resultados nos estudos científicos. As estatinas comprovadamente inibem o acúmulo de colesterol nas artérias, um processo chamado de aterosclerose, que a longo prazo leva a doenças cardiovasculares graves, como infarto e AVC.

 http://www.medicinapreventiva.com.ve/articulos/imagenes/estatina.jpg


Melhores remédios para baixar colesterol
Além das estatinas, há no mercado uma variedade de drogas indicadas para o tratamento do colesterol alto, entre elas, Ezetimiba, colestiramina, ácido nicotínico e fibratos. Todavia, nenhuma destas apresenta o mesmo desempenho que as estatinas nos estudos científicos.
Mesmo entre as estatinas, os resultados variam, havendo algumas drogas claramente mais potentes que outras. A Rosuvastatina e a Atorvastatina são as duas estatinas mais potentes, com maior capacidade de redução dos níveis do colesterol LDL. Sinvastatina, Pravastatina e Pitavastatina têm potência intermediária, enquanto a Fluvastatina e Lovastatina são as estatinas menos potentes.
A Rosuvastatina e Atorvastatina também são as que possuem melhores resultados na redução dos triglicerídeos e no aumento do colesterol HDL (colesterol bom). Em relação ao HDL, doses elevadas de Sinvastatinas também apresentam bons resultados.
Apesar dos diferentes resultados, todas as estatinas são eficazes para reduzir o colesterol LDL e aumentar o colesterol HDL. A Rosuvastatina e a Atorvastatina são as estatinas mais eficazes, mas também as mais caras. Nem todo paciente precisa da droga mais potente para controlar seu colesterol. Mesmo a Fluvastatina, que é a menos potente das estatinas, quando em doses altas, pode conseguir reduções de até 40% nos valores de colesterol LDL, o que é suficiente para muitos pacientes.
O ideal é pesquisar bem os preços das estatinas no mercado e conversar com o seu médico sobre qual é a melhor opção para o seu caso individual. Nem todo mundo precisa da estatina mais cara.
Em 2011 a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) fez uma pesquisa sobre os preços da estatinas no mercado.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhohD1p5Hh8Ks6D42SC8NhyRs-EQZDtbpZCCgspXo0NQOO3Y4KBQnvcSIW8IoyU0qsgRITVMb9kFxJCUC0tKtvMMRt09nutINStQLpfNIGvBW2nt1JdrqoeU3UXAgEhIZ4xW9BPByyCy1o/s1600/Estatinas.jpg

Efeitos colaterais das estatinas
Além de ser o grupo de medicamentos para baixar o colesterol com maior eficácia, as estatinas também são as que apresentam menores taxas de efeitos colaterais. Isso, porém, não significa que eles não ocorram. Entre os efeitos potencialmente mais graves, podemos citar:
Lesão do fígado
Estudos mostram que 0,5 a 1% dos pacientes que tomam uma estatina pode apresentar sinais de lesão leve do fígado e 0,1% pode ter lesões mais graves, como hepatite medicamentosa.
O diagnóstico da toxicidade hepática é feito através do doseamento das transaminases do sangue (TGO e TGP)Níveis elevados de TGO e TGP podem indicar lesão hepática provocada pelas estatinas.
As lesões do fígado geralmente surgem nos primeiros 3 meses de tratamento e, se forem discretas, costumam regredir espontaneamente, mesmo que o tratamento não seja interrompido. Nas lesões hepáticas mais relevantes, como no caso de elevação da TGO e da TGP em mais que 3 vezes o valor normal, apenas redução da dose costuma ser suficiente. Na imensa maioria dos casos, não é preciso suspender o tratamento definitivamente.
Pacientes com doença conhecida do fígado, como cirrose, devem evitar o uso de estatinas
Obs: a Fluvastatina parece ser a que mais frequentemente provoca alterações nos exames do fígado.
Lesão muscular
A toxicidade dos músculos é outro efeito colateral possível das estatinas. Cerca de 2% a 10% dos pacientes em uso de uma estatina podem queixar-se de dor muscular ou câimbras0,5% aprestam miosite, que é uma inflamação do músculo, caraterizada por dor e fraqueza em alguns grupamentos musculares, como nos músculos da coxa. 0,1% apresenta rabdomiólise, que é uma lesão grave do músculo.
A Pravastatina e a Fluvastatina são as drogas que menos causam lesão muscular. Nos pacientes com queixas de dor muscular e/ou aumento dos níveis de CK sanguínea (CK é a enzima que aumenta nos casos de lesão muscular), deve-se tentar reduzir a dose da estatina ou trocá-la por uma destas duas menos tóxicas aos músculos.
Obs: pacientes com hipotireoidismo apresentam maior risco de lesão muscular pelas estatinas.
Não se indica solicitar exames para dosar TGO, TGP e CK de rotina em pacientes que usam estatinas. Porém, antes do início do tratamento é interessante saber quais são os valores basais do paciente para futura comparação, caso seja necessário.
Diabetes mellitus
Nos últimos anos tem havido uma crescente preocupação em relação ao aumento de casos de diabetes provocados pelo uso das estatinas. O que se sabe atualmente é que o risco é baixo e ocorre somente nos pacientes que fazem uso de doses elevadas de estatinas. Nestes, a incidência de diabetes parece ser de 0,2 a 0,1%.
Como tomar as estatinas
A produção de colesterol pelo fígado parece ser mais intensa durante a madrugada, quando o indivíduo está em jejum prolongado. Por isso, geralmente aconselhamos os pacientes a tomar suas estatinas à noite. Todavia, as estatinas mais novas , como a Atorvastatina e a Rosuvastatina, têm um tempo de ação mais prolongado que a sinvastatina, podendo ser tomadas a qualquer hora do dia.
As estatinas podem ser tomadas fora ou durantes as refeições, exceto pela Lovastatina que deve ser tomada junto com os alimentos, pois estes potencializam sua absorção.
As estatinas devem ser tomadas diariamente. Em raros casos, o médico pode sugerir o uso em dias alternados, principalmente nos pacientes que apresentam efeitos colaterais. Aparentemente tomar uma estatina dia sim, dia não, só é eficaz se a dose do comprimido for aumentada.
Apesar de na teoria ser uma opção, não há estudos que provem que o uso de estatinas em dias alternados tenha os mesmo resultados que o uso diário.
Interação medicamentosa
As estatinas podem interagir com vários outros medicamentos. O principal risco é o aumento dos casos de lesão muscular.
Os medicamentos que costumam ter interação com as estatinas são:
- Antirretrovirais usados no tratamento do HIV.
- Eritromicina.
- Itraconazol.
- Claritromicina.
- Ciclosporina.
- Diltiazem.
- Verapamil.
- Genfibrozila.
O consumo excessivo de álcool também aumenta o risco de lesão muscular e hepática pelas estatinas.

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HIPERTENSÃO ARTERIAL (PRESSÃO ALTA)

Fonte mdsaude
A hipertensão arterial, chamada popularmente de pressão alta, é uma doença que atinge cerca de 1/3 da população adulta. Atualmente definimos a hipertensão arterial de dois modos, de acordo com suas causas: hipertensão essencial (ou primária) e hipertensão secundária.Pressão arterial
Causas de hipertensão arterial
Como foi dito na introdução, a hipertensão possui duas categorias: hipertensão essencial e hipertensão secundária.
A hipertensão essencial, também chamada de hipertensão primária, é aquela que surge sem causa esclarecida, enquanto que a hipertensão secundária é aquela que ocorre devido a uma doença identificável, como insuficiência renal, apneia do sono, hipotireoidismo etc.

http://kenkopatto.com.br/assets/quadro-hipertensao.jpg 
 
1.) Hipertensão arterial essencial (primária)
A hipertensão primária é a causa da pressão alta em 95% dos pacientes. Sim, é isso mesmo, praticamente todos os casos de pressão alta são causados pelo que definimos como hipertensão essencial.
Não se sabe exatamente por que a hipertensão primária surge, mas sabe-se que ela é causada por múltiplos fatores genéticos e de hábitos de vida. Sabe-se que entre os mecanismos responsáveis pela elevação da pressão arterial na hipertensão primária estão um aumento de absorção de sal pelos rins, uma excessiva resposta dos vasos sanguíneos a estímulos nervosos mediados por neurotransmissores, como a adrenalina, e uma perda de elasticidade das artérias, tornando-as mais rígidas.
A hipertensão essencial geralmente surge gradativamente, piorando ao longo dos anos. O porquê destas alterações surgirem em determinadas pessoas ainda é desconhecido, mas já conseguimos identificar alguns fatores de risco para a hipertensão essencial.
Fatores de risco para hipertensão arterial
- Afrodescendência: ainda não se sabe bem por que negros têm uma incidência de hipertensão essencial maior que outras etnias, mas o fato é que afrodescendentes não só têm mais hipertensão, como ela inicia-se mais cedo e costuma causar mais complicações. Acredita-se que haja uma interação de fatores genéticos e econômicos por trás desta incidência maior. Negros costumam ter uma pressão arterial mais sensível ao consumo de sal, e como na nossa desigual sociedade há muitos negros pobres, a qualidade da alimentação destes costuma ser ruim, havendo grande consumo de alimentos hipercalóricos e ricos em sal.
- História familiar: a influência genética na hipertensão primária é muito conhecida. Quanto mais parentes portadores de pressão alta você tiver, maiores são suas chances de também desenvolver hipertensão arterial. Pessoas com pelo menos um parente de primeiro grau hipertenso têm o dobro de chances de desenvolver pressão alta quando comparado com pessoas sem história familiar.
- Consumo de sal: a hipertensão arterial essencial é uma doença típica das sociedades do mundo ocidental que habitualmente consomem muito sal. Pessoas que ingerem mais de 6g de sal por dia (ou 2,3g de sódio) apresentam maior risco de terem pressão alta. O sal aumenta a pressão arterial por induzir duas alterações nos vasos sanguíneos: a.) o sal (cloreto de sódio) aumenta o volume de líquidos dentro dos vasos, pois para o sangue não ficar com níveis altos de sódio, os rins absorvem mais água para dilui-lo; b.) o sódio age diretamente nas paredes das artérias causando um constrição das mesmas, levando a um aumento da resistência (pressão) à passagem do sangue e uma menor capacidade de vasodilatação.
- Obesidade: o excesso de peso é outro importante fator de risco para a hipertensão arterial. Pessoas obesas (IMC maior que 30) para entender o conceito de IMC) apresentam até 6x mais chances de apresentarem pressão alta do que indivíduos com IMC abaixo de 25. Além do excesso de peso, o tamanho da circunferência abdominal também é um fator de risco importante. A barriguinha (barrigona em muitos casos) não é só esteticamente indesejável, ela é também um fator de risco para diversas doenças, entre elas a hipertensão.
- Consumo de álcool: O consumo diário de mais de 2 copos de vinho ou 2 copos de cerveja, ou o equivalente em álcool de qualquer outra bebida, aumenta em 2x o risco de hipertensão. Quanto maior o volume regular de álcool ingerido, maior é o risco. Por outro lado, o consumo moderado de álcool, isto é, consumo não diário e não maior do que 2 drinks ao dia, não parece ter efeitos maléficos sobre a pressão arterial .
- Idade: quanto mais velha é a pessoa, maior o risco de desenvolver hipertensão. Isto ocorre porque com o passar dos anos os vasos sanguíneos vão sofrendo um processo chamado de arteriosclerose, que é o endurecimento da parede das artérias, fazendo com que as mesmas percam elasticidade e capacidade de se acomodar de acordo com as variações da pressão arterial. A hipertensão do idoso é tipicamente sistólica, isto é, a pressão máxima (pressão sistólica) fica alta e a pressão mínima (pressão diastólica) fica baixa.
- Colesterol alto: o colesterol elevado aumenta a deposição de gordura nas artérias, um processo chamado de aterosclerose. A aterosclerose é uma das principais causas de arteriosclerose, explicada no tópico acima.
- Sedentarismo: a falta de exercício físico também é outro importante fator de risco para hipertensão arterial. A prática regular de exercícios diminui os níveis circulantes de adrenalina, que causa constrição das artérias, e aumenta a liberação de endorfinas e óxido nítrico, que causam vasodilatação. Além disso, o sedentarismo contribui para o sobrepeso e aumento do colesterol.
- Tabagismo: O cigarro não só causa aumento imediato da pressão arterial por ação vasoconstritora da nicotina, mas também acelera o mecanismo de arteriosclerose, deixando os vasos duros e rígidos. O fumo passivo também é fator de risco para hipertensão arterial.
- Anticoncepcionais orais (ACO):  a pílula anticoncepcional costuma aumentar a pressão arterial de modo discreto, porém, em algumas mulheres, principalmente as fumantes com mais de 25 anos, os ACO podem levar à hipertensão.
O que foi listado acima são apenas fatores de risco para hipertensão, ou seja, fatores que aumentam a chances de um indivíduo apresentar pressão alta. Nenhum dos fatores acima sozinho é capaz de causar hipertensão arterial. Como já dito, os mecanismos de desenvolvimento da hipertensão primária ainda não estão totalmente elucidados.
2.) Hipertensão arterial secundária
Ao contrário da hipertensão essencial onde há fatores de risco identificados, mas não há uma causa claramente estabelecida, a hipertensão secundária é por definição aquela que tem uma causa bem definida. O paciente tem uma doença que leva à hipertensão. São várias as doenças que podem causar hipertensão secundária, mas todas juntas representam apenas 5% do total de casos de hipertensão. Isto é importante frisar: 95% dos casos de hipertensão arterial são primárias.
Ao contrário da hipertensão essencial que costuma piorar progressivamente, a hipertensão secundária costuma ter inicio abrupto, iniciando-se já com níveis pressóricos altos.
Como o rim é o principal controlador do volume de água e de sódio do organismo, as doenças renais são causas comuns de hipertensão secundária. A seguir listarei as principais causas de hipertensão secundária. Escreverei um texto especifico para cada uma dessas doenças posteriormente.
Insuficiência renal crônica
A insuficiência renal é uma das principais causas de hipertensão secundária. Quando os rins começam a falhar, o corpo passa a ter dificuldade em excretar o excesso de sal e líquidos consumidos, levando a um aumento da pressão arterial. Cerca de 85% dos pacientes com insuficiência renal crônica têm hipertensão.
É importante salientar que a insuficiência renal causa aumento da pressão arterial, mas também pode ser causada pela hipertensão. Uma pressão constantemente elevada durante anos costuma causar lesão dos vasos e dos glomérulos dos rins, podendo levar à insuficiência renal. O paciente passa então a apresentar um mecanismo de auto-alimentação: a hipertensão causa lesão nos rins que por sua vez causa piora da pressão arterial. Quanto mais a insuficiência renal progride, mais grave torna-se a hipertensão.
- Glomerulonefrite  
O glomérulo está para o rim como o neurônio está para o cérebro. São os glomérulos que possuem os filtros responsáveis pela “limpeza” do sangue. Chamamos de glomerulonefrite o grupo de doenças que causa inflamação dos glomérulos. São várias as doenças que causam glomerulonefrite e quase todas apresentam hipertensão como parte do seu quadro clínico.
- Rins policísticos
A doença policística renal é outra causa de hipertensão secundária. A expansão dos cistos provoca um aumento da liberação de um hormônio chamado renina, que causa maior absorção de sódio nos túbulos renais, aumentando assim o risco de hipertensão. Pacientes com rins policísticos podem ter hipertensão mesmo quando ainda não apresentam alterações detectáveis da função renal.
- Estenose da artéria renal
Estenose é o termo que usamos para indicar um estreitamento em uma artéria. A estenose da artéria renal causa uma diminuição no aporte e sangue para o rim. Como a pressão do sangue que chega ao rim está muito baixa, este imagina que a pressão está baixa em todo corpo e passa a reter mais sal e líquidos para compensar esta falsa hipotensão.
- Feocromocitoma
O feocromocitoma é um tumor maligno da glândula supra-renal produtor de adrenalina. Este excesso de adrenalina pode levar à hipertensão.
- Aldosteronismo primário
Geralmente causado por tumor benigno da supra-renal ou por um crescimento anormal de toda a glândula, causa hipertensão devido a uma maior produção de um hormônio chamado aldosterona, que age no rim aumentando a absorção de sódio nos túbulos renais.
- Síndrome de Cushing
A síndrome de Cushing é uma doença causada por excesso de corticoides no organismo, seja por produção exagerada da glândula supra-renal, seja por ingestão excessiva de corticoides sintéticos para tratamento de algumas doenças.
Apneia obstrutiva do sono
A apneia obstrutiva do sono é uma doença que ocorre principalmente em obesos e se caracteriza por períodos de apneia (ausência de respiração) durante o sono. 50% dos pacientes apresentam hipertensão que costuma estar mais elevada no período da manhã, ao contrário do que ocorre em outras causas de hipertensão.
- Doenças da tireoide
Tanto o hipotireoidismo  quanto o hipertireoidismo podem cursar com hipertensão arterial.

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12 sintomas do Fígado

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Fonte mdsaude
O fígado é uma grande órgão, localizado à direita da cavidade abdominal, responsável por diversas funções vitais no nosso organismo. O fígado pode ser acometido por várias doenças distintas, entre as mais comuns podemos citar as hepatites, cirrose, esteatose e o câncer. Muitas das doenças hepáticas compartilham sintomas em comum, pois apesar de terem origens distintas, acabam comprometendo as mesmas funções do fígado.
O que é o fígado?
O fígado é um grande órgão localizado no quadrante superior direito do abdômen, logo abaixo do diafragma.
O fígado é um órgão vital, responsável por inúmeras funções no nosso organismo. Entre os papéis que o fígado exerce, podemos citar a produção de enzimas digestivas, proteínas, fatores da coagulação, colesterol, glicose e diversas outras substâncias. O fígado também é responsável pela metabolização de todos os nutrientes absorvidos pelos intestinos, assim como pela limpeza de toxinas circulantes.
 
 
Fígado 

Por desempenhar diversas funções no organismo, as doenças do fígado podem apresentar uma grande variedade de sintomas. Vamos abordar a seguir os 12 sinais e sintomas mais típicos de problemas no fígado, explicando resumidamente por que eles surgem.
O que é a veia porta?
Antes de continuarmos como artigo, é importante explicar o que é a veia porta hepática, já que grande parte dos sintomas de doenças do fígado são provocadas por uma obstrução desta veia.
A veia porta, ou sistema porta hepático, é uma grande veia localizada na entrada no fígado, responsável por drenar o sangue vindo do sistema gastrointestinal. Todo o sangue do estômago, baço, pâncreas e intestinos passa pela veia porta e pelo fígado antes de retornar para o coração. Deste modo, toda substância ingerida e absorvida no trato gastrointestinal obrigatoriamente passa primeiro pelo fígado antes de alcançar o resto do organismo.
Nos casos de doença hepática grave, principalmente na cirrose, o fígado sofre um processo de fibrose (cicatrização e enrijecimento do tecido hepático) que pode causar obstrução da veia porta, dificultando a chegada do sangue por este grande vaso. O sangue vindo dos órgãos digestivos precisa passar pela veia porta e pelo fígado antes de continuar seu trajeto em direção ao coração. Se a veia porta estiver obstruída, haverá um grande congestionamento de sangue e um aumento da pressão, não só na veia porta como em todas as veias do trato gastrointestinal. Este quadro é chamado de hipertensão portal e é responsável por vários dos sinais e sintomas que serão explicados a seguir.
Sintomas do fígado 1# – Sintomas gerais
Pacientes com lesões no fígado costumam apresentar um variedade de sintomas gerais e inespecíficos, que incluem náuseas, perda do apetite, desânimo e emagrecimento. Nos casos de hepatite aguda, o paciente pode também apresentar febre, o que colabora ainda mais para o surgimento deste mal estar.
Um gosto amargo na boca é um sintoma popularmente atribuído a problemas do fígado, mas é uma queixa muito inespecífica, que pode ser desencadeada por varias outras causas, como refluxo, gastrite, lesões dos dentes, lesões na gengiva, infecções na faringe ou amígdalas, desidratação, jejum prolongado, medicamentos, cigarro… Se o paciente não apresentar nenhum outro sintoma, é pouco provável que a sensação de boca amarga seja um sinal de problema hepático relevante.
Sintomas do fígado 2# – Cansaço
Um sintoma frequente em qualquer tipo de doença hepática é a fadiga ou cansaço fácil. Esta falta de energia acomete pacientes com hepatite, cirrose e até esteatose hepática. Quanto mais avançada for a lesão no fígado, mais inapetência o paciente sente.
Sintomas do fígado 3# – Ascite
A ascite é o nome dado ao acúmulo de líquidos dentro da cavidade abdominal, conhecido popularmente como barriga d’água. A ascite é um sintoma típico da cirrose hepática e ocorre frequentemente quando o paciente apresenta hipertensão portal.
Além da cirrose, a esquistossomose é outra doença que costuma acometer o fígado e provocar hipertensão portal e ascite
A ascite surge porque o sangue represado e a elevada pressão dentro das veias do trato gastrointestinal provocam uma translocação de água para fora dos vasos sanguíneos, levando ao acúmulo de líquido dentro da cavidade abdominal. É como se os vasos sanguíneos começassem a sorar água.
A ascite é uma manifestação típica de doença do fígado, mas pode também ocorrer em doenças de outros órgãos, como na insuficiência cardíaca descompensadae na síndrome nefrótica.
Sintomas do fígado 4# – Circulação colateral

Circulação colateral e ascite na cirrose
Circulação colateral e ascite

Quando há uma obstrução à passagem do sangue pela veia porta, o corpo precisa encontrar outra maneira deste sangue retornar para o coração. Se o caminho natural está fechado, é preciso arranjar um desvio; é isso que o organismo faz. O sangue passa a voltar em grande quantidade por veias colaterais, que em pessoas saudáveis escoam apenas pequenos volumes de sangue.
O desvio de grande quantidade de sangue para as veias colaterais faz com estas se dilatem, ficando bem aparentes ao exame do abdômen. Na foto ao lado, há o exemplo de um paciente com ascite e exuberante circulação colateral, dois sinais típicos da hipertensão portal.
Sintomas do fígado 5# – Sangramento digestivo
A obstrução da veia porta causa um aumento de pressão por todo os sistema venoso do sistema digestivo, incluindo as veias do estômago e do esôfago. Este aumento da pressão provoca varizes nestes órgãos, facilitando a ocorrência de sangramentos.
A hemorragia digestiva por sangramento de varizes do esôfago é uma manifestação típica de cirrose hepática em fases avançadas. O paciente apresenta subitamente quadro de vômitos hemorrágicos, podendo perder grande quantidade de sangue nestes episódios.
O aumento da pressão no sistema digestivo também acomete as veias dos intestinos e do reto, provocando um aumento da incidência de hemorroidas e de sangramento anal.
Sintomas do fígado 6# – Encefalopatia
A encefalopatia é o nome dado a uma disfunção das funções cerebrais básicas. A encefalopatia hepática, como o próprio nome diz, é a alteração das funções cerebrais que ocorre nos pacientes com falência do fígado.
Um dos objetivos do sistema porta hepático é fazer com que toda substância digerida e absorvida no trato digestivo passe obrigatoriamente pelo fígado antes de seguir para o resto da circulação sanguínea. Algumas substâncias que ingerimos, principalmente proteínas de origem animal, são tóxicas e precisam ser metabolizadas pelo fígado antes de poderem ser aproveitadas pelo organismo. Nos casos de hipertensão portal, o sangue segue seu caminho pelas veias colaterais e diversas substâncias tóxicas acabam não sendo metabolizadas pelo fígado antes de se espalharem pelo corpo.
Além da hipertensão portal, quadro de insuficiência hepática aguda, como nas hepatites graves, podem causar uma falência aguda das funções fígado, fazendo com que o mesmo perca a capacidade de  neutralizar substâncias tóxicas.
A encefalopatia hepática é o resultado da ação destas toxinas sobre o cérebro. Dependendo do grau de insuficiência hepática ou hipertensão portal o paciente pode apresentar desde quadros leves, com letargia, irritabilidade e dificuldade de concentração, até encefalopatia grave, com redução do nível de consciência e coma.
Sintomas do fígado 7# – Icterícia
Icterícia é nome dado à coloração amarelada da pele, olhos e mucosas, que surge devido ao acúmulo de bilirrubina no sangue.
A bilirrubina é uma substância produzida no baço a partir da destruição de glóbulos vermelhos velhos. Um dos papéis do fígado é captar esta bilirrubina do sangue,  metabolizá-la e excretá-la em direção às vias biliares e intestinos, eliminado-a pelas fezes.
Quando o fígado encontra-se doente, o mesmo perde a capacidade de metabolizar e/ou eliminar a bilirrubina que é constantemente produzida pelo baço. Nesta situação há acumulo de bilirrubina no sangue e deposição do excesso na pele, o que provoca a aparência amarelada da mesma. A icterícia vem frequentemente associada à coceira, pois a bilirrubina depositada na pele causa irritação das terminações nervosas.

icterícia 

Dois outros sinais costumam ocorrer junto com a icterícia: fezes claras (acolia fecal) e urina muito escura. A bilirrubina é a responsável pela coloração marrom das fezes. Se por algum motivo a bilirrubina não estiver sendo excretada em direção aos intestinos, a fezes deixarão de ter sua coloração habitual, tornando-se bem mais claras. Já a urina escura, cor de Coca-Cola ou Mate, ocorre pela filtração do excesso de bilirrubina circulante no sangue pelos rins, que acaba sendo excretado pela urina.
Várias doenças do fígado podem causar icterícia, as mais comuns são as hepatites e a cirrose. A icterícia também pode ocorrer em doenças das vias biliares, em infecções como malária ou leptospirose em casos de hemólise (destruição maciça de glóbulos vermelhos) ou por reação adversa a alguns remédios. Portanto, a ictérica é um sinal típico de doenças do fígado, porém não é um sinal exclusivo de problemas hepáticos.
Sintomas do fígado 8# – Manchas roxas na pele
O paciente com doença hepática pode apresentar uma maior facilidade em desenvolver equimoses (manchas roxas na pele) e sangramentos após traumas de pequena intensidade. Isto ocorre porque o fígado é responsável pela produção de proteínas que participam do sistema de coagulação do sangue. Pacientes com doença hepática podem ter deficiência da coagulação, apresentando sangramentos com maior facilidade.
Além da deficiência dos fatores de coagulação, que pode ocorrer em qualquer situação de mal funcionamento do fígado, os pacientes com cirrose e hipertensão portal frequentemente apresentam também uma número baixo de plaquetas, o que é mais um fator que colabora para uma maior dificuldade em coagular o sangue.
Sintomas do fígado 9# – Ginecomastia
Ginecomastia é o nome que se dá ao desenvolvimento de mamas nos homens. Pacientes do sexo masculino com cirrose frequentemente apresentam ginecomastia. As causas ainda não estão bem elucidadas, mas acredita-se que seja por causa da elevação da concentração de estrogênio no sangue, que ocorre tanto pelo aumento da produção, como pela redução da metabolização deste hormônio feminino pelo fígado.
Outro fator importante para o surgimento da ginecomastia é o uso habitual do diurético espironolactona, indicado no tratamento da ascite nos pacientes com cirrose. Um dos efeitos colaterais mais comuns da espironolactona é a ginecomastia, que pode ocorrer mesmo quando usada em pacientes sem doença do fígado.
Sintomas do fígado 10# – Teleangiectasias

Teleangiectasia

As teleangiectasias, também chamadas de aranhas vasculares, são lesões vasculares compostas de uma arteríola central rodeado por muitos vasos pequenos. As teleangiectasias são mais frequentemente encontradas no tronco, face e braços.
A origem das aranhas vasculares não está completamente desvendada, acredita-se, porém, que essas lesões resultem de alterações no metabolismo de hormônios sexuais, principalmente do estrogênio.
As teleangiectasias são muito comuns na cirrose, mas podem também ser vistas durante a gravidez ou em pessoas saudáveis​​. Nestes dois casos as lesões costumam ser pequenas e em número menor que três. Na cirrose, quanto mais avançada é a doença, maior costuma ser o tamanho e o número das aranhas vasculares presentes.
Sintomas do fígado 11# – Eritema palmar
Eritema palmar é o nome dado a uma palma da mão muito avermelhada, principalmente nas regiões tenar e hipotenar (músculos da palma da mão), poupando geralmente as partes centrais da palma. O eritema palmar não é um sinal específico de doença do fígado, podendo também ser visto em pacientes com artrite reumatoide, hipotireoidismo e nas grávidas.
Sintomas do fígado 12# – Dor abdominal
A dor abdominal, localizada no quadrante superior direito, é um sintoma comum das doenças do fígado, principalmente nas hepatites agudas. Ela geralmente ocorre por aumento do tamanho do fígado, que provoca esgarçamento da cápsula hepática, uma espécie de capa que recobre todo o fígado.
É preciso notar que dor na região do fígado também pode ser provocada por várias outras condições, incluindo problemas na vesícula, vias biliares, base do pulmão direito e até lesões nas costelas ou na musculatura abdominal.

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Bilirrubinas

quarta-feira, 3 de julho de 2013

As bilirrubinas são restos da destruição das hemácias velhas e defeituosas pelo baço. A bilirrubina produzida no baço é transportada pelo sangue até o fígado, onde é processada e eliminada na bile. A bile é jogada no intestino, participa da digestão, e posteriormente é eliminada nas fezes (daí a cor marrom das fezes).
A bilirrubina do baço é chamada de bilirrubina indireta, enquanto que a transformada no fígado é a bilirrubina direta.

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Nas análises de sangue conseguimos dosar os dois tipos de bilirrubina. De acordo com o tipo que se apresenta aumentado, podemos ter ideia da sua causa.
Se, por exemplo, temos alguma doença que aumente a destruição das hemácias (hemólise), teremos um aumento da bilirrubina indireta no sangue. Do mesmo modo, se o nosso fígado encontra-se doente e não funciona bem, a transformação de bilirrubina indireta em direta fica prejudicada, causando o acumulo da primeira.
Algumas pessoas apresentam alterações genéticas e são incapacidade de conjugar a bilirrubina indireta em direta. A alteração mais comum é a síndrome de Gilbert que está presente em até 7% da população. Frequentemente, essa síndrome é descoberta por acaso ao se solicitar o hepatograma.
Por outro lado, temos os casos em que a bilirrubina é transformada em direta, mas o fígado não consegue eliminá-la, fazendo com a mesma se acumule no sangue. Isto pode ocorrer no casos de obstrução do colédoco, seja por pedra ou por neoplasias. Em casos de hepatite aguda pode ocorrer edema das vias biliares intra-hepáticas e dificuldade das células do fígado em excretar a bilirrubina direta.
A bilirrubina total é a soma da direta com a indireta. Toda vez que seu valor sanguíneo for maior que 2 mg/dL, o paciente costuma apresentar-se com icterícia, a manifestação clínica da deposição de bilirrubina na pele

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Cinco hábitos que melhoram o funcionamento do intestino

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Fonte Wikipedia
A constipação intestinal ou prisão de ventre é uma das queixas mais frequentes nos bate papos informais e consultórios médicos. É considerado dentro do normal no indivíduo adulto que evacua de duas a três vezes por dia ou até de dois em dois dias, pois o hábito intestinal é bastante variável entre as pessoas, dependendo de diversos fatores, desde clínicos até emocionais. 
A causa mais comum da constipação intestinal crônica é a baixa ingestão de fibras, que são encontradas principalmente em frutas, verduras e grãos. As fibras são essenciais para que o intestino funcione com regularidade, já que elas aumentam o volume das fezes e retêm líquidos nas mesmas, fazendo com que as fezes se tornem mais pastosas e fáceis de eliminar. Assim, a dieta e ingestão de líquidos têm papel fundamental para o bom funcionamento do intestino.

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O sedentarismo por outro lado, tem papel negativo na hora de garantir o bom funcionamento do intestino. Foi observado em pessoas que estavam impossibilitadas de se movimentar, ou tinham hábitos sedentários, tinham um aumento expressivo de casos de constipação.
Alguns medicamentos também podem ter como efeito colateral a constipação, a exemplo de alguns antiácidos e antidepressivos. Para a surpresa de muitos, o próprio laxante, que com o seu uso contínuo (e sem supervisão qualificada) acaba "viciando" o intestino, e prejudicando sua movimentação levando á necessidade de aumentar a dose até o ponto em que ela não fará mais efeito. O uso indiscriminado de laxantes, trás ainda diversos outros males para a saúde. 
Para prevenir a constipação intestinal você pode adotar medidas simples e fáceis de adaptar ao seu dia a dia, como: 
Acabe com o intestino preso.

Aumente a ingestão de frutas: Principalmente as que se podem ser consumidas com casca e o bagaço, tem um efeito bastante benéfico ao nosso intestino. Verduras, cereais integrais e derivados (farelo de trigo, aveia e pães integrais), sementes oleaginosas (linhaça,castanhas,gergelim,amêndoas) e as hortaliças em geral (todos os tipos de folhas verdes) também ajudam a regular o intestino.

Beba bastante líquidos: Água e sucos naturais batidos com a semente lubrificam o intestino e ajudam na formação das fezes. Um bom exemplo é o suco de melancia, sem água e sem açúcar batido com sementes.

Cuidado com os esses alimentos: Evite bebidas alcoólicas, chocolate, café, chá preto e outros alimentos considerados constipantes ou que aumentem a produção excessivas de gases (principalmente os ricos em enxofre).

Em alguns casos, o leite também pode ter ação constipante, mas a avaliação deve ser feita por um profissional capacitado, que efetuará uma investigação criteriosa caso a caso.
Consuma iogurte: O iogurte é extremamente benéfico para o intestino e deve ser ingerido diariamente (exceto em pacientes com intolerância severa a lactose ou alergia a proteína do leite).
Não utilize laxantes por conta própria: Se você não consegue evacuar sem o uso desses medicamentos, consulte um médico. O uso prolongado pode trazer problemas de saúde e piorar a constipação.  

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Doença Celíaca

Fonte Wikipedia
A doença celíaca é causada pela intolerância ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, centeio e seus derivados, como massas, pizzas, bolos, pães, biscoitos, cerveja, uísque, vodka e alguns doces, provocando dificuldade do organismo de absorver os nutrientes dos alimentos, vitaminas, sais minerais e água. 


Sintomas de Doença celíaca

 Diarreia com perda de gordura nas fezes, vômito, perda de peso, inchaço nas pernas, anemias, alterações na pele, fraqueza das unhas, queda de pêlos, diminuição da fertilidade, alterações do ciclo menstrual e sinais de desnutrição.

Diagnóstico de Doença celíaca

A doença só pode ser diagnosticada por meio de exames de sangue, pois os sintomas são muito variados e constantemente associados com outras doenças. Normalmente se manifesta em crianças com até um ano de idade, quando começam a ingerir alimentos que contenham glúten ou seus derivados. A demora no diagnóstico leva a deficiências no desenvolvimento da criança. Em alguns casos se manifesta somente na idade adulta, dependendo do grau de intolerância ao glúten, afetando homens e mulheres.

Tratamento de Doença celíaca

O principal tratamento é a dieta com total ausência de glúten; quando a proteína é excluída da alimentação os sintomas desaparecem. A maior dificuldade para os pacientes é conviver com as restrições impostas pelos novos hábitos alimentares. A doença celíaca não tem cura, por isso, a dieta deve ser seguida rigorosamente pele resto da vida. É importante que os celíacos fiquem atentos à possibilidade de desenvolver câncer de intestino e a ter problemas de infertilidade. É obrigatório por lei federal (Lei nº 10.674, de 16/05/2003) que todos os alimentos industrializados informem em seus rótulos a presença ou não de glúten para resguardar o direito à saúde dos portadores de doença celíaca.

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Hepatite - Como evitar

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Fonte G1
Tratar água e não compartilhar objetos ajudam a evitar hepatites. Conheça os três tipos dessa doença no fígado e quais os sintomas. Exames, remédios e vacinas são medidas recomendadas pelos médicos.
Os três tipos de hepatites sempre levantam dúvidas sobre formas de contágio, sintomas, tratamentos e prevenção. Para esclarecer as diferenças entre as variações A, B e C e como se proteger. Os médicos explicaram o caminho da hepatite no corpo humano, os consequentes problemas e as práticas de higiene indicadas para evitar a doença.
Hepatites 2 valendo (Foto: Arte/G1)
O caso da hepatite A, a transmissão ocorre por água contaminada, como a da chuva. Por isso, regiões que sofrem com alagamentos estão mais sujeitas.
Já as hepatites B e C podem ser prevenidas com o não-compartilhamento de objetos pessoais, como:
- Escova de dentes
- Aparelho e lâmina de barbear
- Kit de manicure (alicate de unha, cortador, lixa e espátula)
- Piercings
Remédios
Hepatite A: Não tem tratamento nem medicamentos. Nos casos graves, deve ser feito transplante de fígado
Hepatites B e C: O tratamento é feito com dois tipos de remédio, interferon e antivirais (disponíveis no SUS)
Hepatite C: O tratamento inclui dois tipos de remédio, interferon e ribavirina (disponíveis no SUS)
Vacinas
Hepatite A
Como é? São duas doses, com intervalo de 180 dias entre elas
Quem pode tomar? Pessoas com mais de 1 ano de vida
Tem no SUS? Sim, apenas para pessoas com problemas no fígado, outros tipos de hepatites ou que vão fazer transplante de medula
Hepatite B
Como é? São três doses, com intervalo de 1 mês entre a primeira e a segunda e de 6 meses entre a primeira e a terceira
Quem pode tomar gratuitamente?
- Menores de 1 ano, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o parto
- Crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos e jovens até 29 anos
- Doadores regulares de sangue
- Indígenas
- Pessoas com histórico da doença na família
- Portadores de hepatite C
- Indivíduos com problemas no fígado ou anemia
- Portadores de HIV (com ou sem sintomas)
- Usuários de drogas injetáveis e inaláveis
- Pessoas reclusas (em presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, Forças Armadas, etc)
- Homens gays
- Profissões de risco (carcereiros, prostitutas, médicos, enfermeiros e agentes de saúde, manicures, coletores de lixo, bombeiros e policiais que fazem resgate)
- Quem passa por hemodiálise
Tem no SUS? Sim, faz parte da vacinação obrigatória: a primeira dose deve ser tomada pelo bebê ainda na maternidade

Hepatite CAinda não existe vacina
Problemas decorrentes das hepatites
- Baixa imunidade
- Barriga d'água
- Hemorragia interna
- Cirrose
- Câncer ou falência do fígado
- Morte
Alerta para grávidas
- Toda gestante precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar hepatites, Aids e sífilis
- Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão vertical, da mãe para o filho
- Em caso de resultado positivo, é preciso seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação

Práticas de higiene indicadas
- Ferva a água ou coloque 2 gostas de hipoclorito de sódio em 1 litro de água, 30 minutos antes de bebê-la ou usá-la na cozinha
- Tampe o recipiente para que a substância possa agir
- Use também esse preparado para deixar de molho alimentos crus, durante 30 minutos
- Na ausência de hipoclorito de sódio, prepare uma solução caseira com 1 colher de sopa de água sanitária a 2,5% (sem alvejante), diluída em 1 litro de água
- Redobre a atenção em locais desconhecidos ou com falta de saneamento. Prefira comprar água em garrafas lacradas





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